Psico-ambiental

Chevron na Amazonia Equatoriana

09/02/2010 · Deixe um comentário

Imagina alguém chegar na sua casa, emporcalhar tudo, pegar o que é de valor e sair de fininho. O nome disso é roubo ou? Pois é isso que acontece diversas vezes quando grandes corporações se põe atrás de lucros na exploração mineral. No último post pudemos ler sobra a importância da democracia e do socioambientalismo. Dessa forma conseguimos entender o que as pessoas querem, e passamos a não mais permitir que simplesmente se passe um trator por cima de populações inteiras em nome do lucro de alguns.

No Equador parece que a história tende para o lado mais fraco, coisa improvável e bonita de se ver acontecer. Se tiver um minutinho, clica na figura ai embaixo e assine a petição de apoio pro pessoal do Equador que tá nessa luta nada fácil.

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Radicalização da democracia e socioambientalismo

07/02/2010 · Deixe um comentário

Radicalização da democracia e socioambientalismo

Para avançar na radicalização da democracia, implantando bases de democracia econômica e social, faz-se necessário revisar profundamente nossas idéias de desenvolvimento. Não dá mais para condicionar a justiça social ao crescimento do mesmo que cria injustiça e destruição.

Cândido Grzybowski

O momento histórico que vivemos exige muita criatividade e ousadia. A grande crise, que ainda sacode o mundo, provocou desmanches de todo tipo, particularmente no que pareciam ser as fortalezas da globalização capitalista neoliberal. Defrontamo-nos, no Sul e no Norte, no Leste e no Oeste, com a insegurança, a incerteza e a falta de idéias-força nas quais se agarrar. Isto vale também para nós aqui no Brasil, pois ninguém mais pode se isolar neste mundo totalmente interdependente. Aliás, cresceu muito nossa presença e, portanto, a densidade das relações que temos com outros povos do Planeta e nossa responsabilidade quanto aos destinos do mundo.

As forças e interesses dominantes do capitalismo globalizado se rearrumam. Apesar do maior protagonismos dos governos e do resgate das políticas de regulação, com monumental transferência de recursos públicos para setores em crise, especialmente bancos, tudo parece caminhar para ajustes e não reais mudanças, recompondo a (des)ordem e sua ameaças à humanidade e o Planeta. A própria geopolítica mundial se reorganiza, com o fim da dominância unipolar dos EUA e a emergência a primeiro plano da China, como outro polo. Um pouco mais de multilateralismo, com o G8 virando G20, mas com a usurpação do real poder pelos que contam. Vale registrar o papel complementar a esta nova bipolaridade do mundo, claramente revelada nas negociações sobre clima em Copenhagen, dos BASIC – Brasil, África do Sul, Índia e China, deixando a velha Europa ainda mais confusa. No meu modo de ver, isto não é esboço de mudança profunda, mas antes um ajuste do sistema capitalista mundial aos novos desafios.

Mas cresce a percepção da necessidade de mudanças, de que outro mundo não só é possível, mas se faz necessário. A grande frustração com o que aconteceu em Copenhagen é um alerta. Pouco dá para esperar do que está em curso, promovido pelos governantes. Faz-se necessário um movimento irresistível que brote do interior das sociedade civis, de caráter intelectual e político, organizativo e político, capaz de gestar e alimentar uma nova visão e uma nova cultura cidadã sobre o mundo que é necessário construir em substituição a esta civilização em crise. Movimento que, como uma onda, se propague por todo o Planeta. Movimento que resgate o melhor da enorme herança das lutas por justiça social e democracia substantiva e das lutas em defesa do meio ambiente, fundindo-as num novo imaginário. Movimento que, como uma onda, se propague por todo o Planeta, se torne um referente para diferentes povos e sujeitos coletivos. Movimento que proponha e torne incontornável uma nova agenda na arena política mundial.

A crise de civilização industrial, produtivista e consumista, criada pelo capitalismo, com as dominações, exclusões e desigualdades que forja, e com a enorme ruptura com a base natural da vida e a destruição ambiental que provoca, põe um enorme desafio para todos e todas que lutam por democracia e justiça social. Estamos num impasse. Para avançar na radicalização da democracia, implantando bases de democracia econômica e social, faz-se necessário revisar profundamente nossas idéias de desenvolvimento. Não dá mais para condicionar a justiça social ao crescimento do mesmo que cria injustiça e destruição. Não se trata apenas de democratizar esta civilização industrial, mas antes de mudá-la para parâmetros de biocivilização, incorporando na perspectiva de radicalização da democracia a necessidade de uma outra relação com a natureza e os bens comuns. Trata-se, na verdade, de criar um imaginário socioambiental como base de sociedades sustentáveis, justas social e ambientalmente, participativas e solidárias.

A elaboração conceitual, teórica e política, que junte as demandas de justiça social e justiça ambiental de uma perspectiva de democracia radical, exige uma grande capacidade criativa e esforço de diálogo e articulação entre movimentos, organizações, lutas muito diversas. Trata-se de radicalizar a alteralidade, o reconhecimento e a valorização de sujeitos e identidades diversas, na construção de uma bloco de forças políticoculturais renovador e capaz de disputar hegemonia na sociedade.

O risco deste momento que vivemos é o meio ambiente ser isolado e ser elegido como a grande agenda, tratado como nova frente de expansão de negócios, independentemente da própria crítica do desenvolvimento e dissociado das grandes questões da justiça social, direitos humanos e democracia. Mas temos a oportunidade de transformar isto tudo partindo de uma perspectiva de radicalização da democracia e pondo na agenda um socioambientalismo que nos leve à democracia econômica, social e ambiental. Esta é uma agenda propositiva, que pode ser levada se formos capazes de gerar uma nova onda de democratização puxada pela cidadania, como fizemos no passado recente.
Cândido Grzybowski, sociólogo, é diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

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Conhecendo a ciclofaixa!

06/02/2010 · 2 Comentários

A ciclofaixa têm tido um fluxo grande de ciclistas. Muitas vezes são familias inteiras curtindo esta pequena faixa do espaço publico destinado neste breve espaço de tempo a pessoas. Durante 5 horas, menos de 3,5% da semana os ciclistas podem pedalar com segurança neste pequeno trajeto.

E os outros 96,5% da semana? E as ruas que levam à ciclo-faixa? Temos muito trabalho para tornar essa cidade minimamente decente para ciclistas, e certamente essa TÍMIDA decisão política trará reforços a essa frente de batalha.

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Pedalinas pedalando

05/02/2010 · Deixe um comentário

É impressionante quantas meninas estão a pedalar pela cidade. E elas são desbravadoras, as vemos nas calçadas, tentando às vezes um pedacinho de rua… estão com vontade. Espero que logo possam pedalar a vontade!

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Sampa séc XXI

04/02/2010 · Deixe um comentário

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Uma questão de “disputa de espaço”

03/02/2010 · Deixe um comentário

Conhece as regras do jogo de rugby? O objetivo principal do jogo é juntar um grupo contra o outro e conquistar espaço. A disputa pelo espaço que vivemos na cidade é semelhante.

A CET que lançou o projeto travessia segura, nenhuma novidade. Em post de 2007 já se escreveu sobre essa mesma iniciativa, com nome bastante apropriado, repressão preventiva. A disputa se dá entre pessoas (pedestres), e pessoas munidas de carros (motoristas). Os educadores terão a nobre tarefa de segurar placas pedindo que o pedestre fique na calçada. Quanto desperdício…

Punir é educar, e não há outra forma de educar o motorista sem ser puni-lo por aquilo que faz de errado e diga -se de passagem, sabe que está fazendo errado. Alguém que se acostuma a passar rapidamente num farol amarelo/vermelho deve ser punido, só assim deixará de fazê-lo. Caso contrário aumentará este seu comportamento, pois lhe é vantajoso na tarefa de se deslocar no espaço/tempo. A tarefa do poder publico é fazer valer as regras estabelecidas em conjunto, e a regra estabelecida é pedestre têm preferência.

Por que estes agentes não estão em faixas de pedestres onde não há farol, e ali param os carros para a travessia segura de pedestres. Acompanhados de agentes da CET que punam os que desrespeitarem estas faixas? Não seria mais eficaz para organizar essa disputa de espaço que vivemos em ruas paulistanas?

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Janeiro, aos trancos e barrancos!

02/02/2010 · Deixe um comentário

Janeiro chegou ao fim, uffa, que mês.

Ilha Grande, Haiti, São Luiz do Paraitinga, Machu pichu, Blumenau, São Paulo…

Uma pessoa foi resgatada no Haiti, 15 dias depois do terremoto, emocionante o fato, e de fato essa enorme tragédia traz a ajuda de muitas pessoas. Ali, o mundo ruiu. E para ajudar as pessoas a ficarem de pé diversos países mandaram ajuda. E as pessoas que ajudam agora passam a pedir ajuda.

Diz Renato Souza, psiquiatra dos médicos sem fronteiras; “…o quão este contato com a violência, os saques e com os corpos que emergem dos escombros aumentam as chances de as pessoas desenvolverem algum distúrbio mental. Jornalistas e equipes de resgate encontram-se abalados por tudo o que vivenciam no Haiti.” Penso nestas pessoas, na dificuldade de lidarem com a incerteza de tudo ali. Assim como na população, e em suas incertezas tão doloridas, todos torcendo para as placas tectônicas se comportarem.

Como é viver num mundo tão inseguro? Nada é certo, amanhã pode cair a parte do barranco um pouco mais para lá e dessa vez me atingir…

Quantas casas do município de São Paulo estão nessa situação? Contabilizá-las é difícil, para se ter uma idéia do drama é só dar uma volta pelo que existe do rodo anel. Casas e mais casas penduradas em barrancos. Num equilíbrio tênue refletem a estabilidade da sociedade em que vivemos, a sociedade do cada um por si, que só parece mudar no momento de tragédia maior. Sem perceber que a pequena tragédia do outro também é sua própria.

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Delicia de pedal

31/01/2010 · Deixe um comentário

O pedal verde é bom demais. Conversar sobre o verde da cidade, intervir nele em um domingo pela manhã junto de pessoas que compartilham a vontade de viver em uma cidade melhor é muito gostoso.

O encontro cedo onde um ajuda ao outro amarrar uma muda no bagageiro

O caminho, com boas conversas.

A descoberta que o canteiro central da Sumaré, apesar de verde, nada nos ajuda para a absorção de água na cidade. Ele têm alguns centimetros de terra e por baixo só contreto. Mas logo depois do tombo, vêm a descoberta de cantinhos onde há terra, e possibilidade de plantarmos as mudas que trouxemos em nossas bicis.

Com determinação foram cavados burracos e até recolhido o lixo do entorno. É convivendo com gente assim que mantémos a esperança de viver em uma São Paulo melhor!

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Bicicletada e 10º Pedal Verde

28/01/2010 · Deixe um comentário

10.o Pedal Verde - 31 de Janeiro -  Primeiro Pedal de 2010 / Imagem de pau-ferro ilustra co convite  / foto de Luciano Ogura

10.o Pedal Verde – 31 de Janeiro – Primeiro Pedal de 2010

Feliz 2010!!! Primeiro Pedal Verde do ano, com muita transformação… Muito tempo sem árvores, o canteiro da Rua Cardoso de Almeida, quase esquina com a Av Dr Arnaldo irá receber novos habitantes! A espécie pau-ferro (Caesalpinia ferrea) foi selecionada por seu lindo porte e resistência e daqui a poucos anos transformará completamente a paisagem do local!!! Venha fazer parte deste plantio coletivo de mais árvores na nossa cidade!! Começe o ano fazendo a diferença, participe do Pedal Verde!!!Leve água, barrinhas, capacete e muita disposição para colocarmos em prática essa transformação!!!

A foto que ilustra nosso primeiro convite de 2010 é de Luciano Ogura e este pau-ferro encontra-se no Parque da Luz!

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Uma solução pra esse barulhão!

26/01/2010 · Deixe um comentário

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