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Cidade Maravilhosa!

Hoje começa a rio +20, um momento importante… Em paralelo acontecerá o C40, que reúne os 40 prefeitos das maiores cidades do mundo.As cidades como conhecemos são as bases de um mundo insustentável. E o Kassab, prefeito da cidade de São Paulo, em que vivo vai falar de programas de taxi elétrico, hahaha, dez taxis elétricos ao custo de 200 mil cada, haahaha!

Bicis compartilhadas pelas quais a prefeitura não fez nada, apenas deixou fazer. De planejamento Urbano e reordenação urbana ele realmente não vai poder falar pois trilhou caminho oposto.

Em mim, uma angustia gigante toma forma, um sentimento de que traria muito mais ter investido todo o dinheiro que foi gasto para o evento em cisternas no nordeste brasileiro e em todas as regiões que sofrem com processos avançados de desertificação.  Em programas de plantio e CUIDADO de árvores, de apoio as famílias que vivem em áreas rurais. Meu sentimento hj é de carnaval fora de época, os pavões mostrando suas belas plumas na avenida da rio mais 20 e da C40. Pelo menos a cúpula dos povos parece que vai conseguir costurar novas alianças dos pequenos com os pequenos.

Não sei por que lembrei dessa música e fui escutar. Talvez pra lembrar da importância da simplicidade representada na bici para essa mudança tão necessária e que só pode acontecer nas entranhas de forma lenta e gradual. Sem megaeventos nem mega nadas, mas pequenos passos e pedaladas que dão prazer pelo caminho em si.

Talvez foi só pra rir um pouco e aplacar angustia desse momento MEGA que têm ali no primo pobre; “A cúpula dos povos” a real importância.

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Povos Indígenas do Brasil

O Instituto Socioambiental vai lançar uma compilação de dados sobre a situação atual dos povos indígenas do Brasil. Isso me faz lembrar do filme Xingu de Washington Novaes e dos livros dos irmãos vilas boas, e me faz pensar em como o Brasil não conhece o Brazil. Há uma campanha em curso para preservar uma área importante para estes povos, segue link:

http://movimentogotadagua.com.br

De si, a si mesmo, em 1230km.

Já pensou em viajar de bici? É um sentimento muito bom chegar de um lugar ao outro pedalando, passamos a entender a máxima de que o que importa não é o destino em si, mas o caminho. A vida é o caminho do nascimento, à morte, curtir o caminho é a essência da vida!

Esse evento fala de uma forma de curtir o caminho, os audaxes, pedais longos que ajudam as pessoas a ir de si, a si mesmas, mesmo que isso signifique percorrer 1230 km. O dia no convite está errado, não é dia quatro, é dia cinco o sábado, vulgo amanhã.

 

Obrigado Marina, bom recomeço!

Depois de muito ler e pensar decidi colocar esse texto aqui, poderiam ter sido outros. A política em nosso pais está muito embaraçada e o texto trata disso. Ela precisa fazer parte da vida das pessoas em seu dia dia na assembléia do prédio, na associação do bairro e até mesmo nas famílias. Por mais que eu goste de quem eu penso ser a Marina, não podemos depender dela ou de qualquer outra pessoa que nos venha como salvadores da Pátria, todos precisamos agir, participar. Tenho minhas dúvidas se a melhor forma de fazer isso é adicionando mais partidos políticos ao caldo de 14 que já temos. Meu sentimento de inquietude é enorme percebendo as movimentações políticas esdrúxulas  na cidade de São paulo. Bom, segue o texto que acredito que vale ler:

Recomeço

Pouco antes de ter oficializada a minha candidatura à Presidência da República, em junho de 2010, encerrei minha participação como colunista deste jornal. Despedi-me apontando para a extraordinária força política da sociedade e insistindo na urgência de nos mobilizarmos para mudar os rumos do país.

Não falava de forma genérica, mas, sim, da prioridade de começarmos a sair daquilo que a muitos parece ser um destino patrimonialista inexorável, em direção ao aperfeiçoamento da democracia, com prevalência de valores coletivos e do interesse público.

Reiterei a certeza de que somente a militância civilizatória da própria sociedade poderá nos levar a outro patamar de desenvolvimento. Por coincidência, retorno logo após outra grande decisão: minha desfiliação partidária. Agradeço à Folha a nova oportunidade de compartilhar com seus leitores esse momento de intensa reflexão sobre como seguir contribuindo para ampliar a causa da sustentabilidade.

Ao deixar a vida partidária, não rompi com a compreensão de que as instituições públicas -entre as quais os partidos- só poderão ser consideradas como tal se forem abertas à participação de todos. Nelas, afirma-se a existência ou não da democracia.

No debate e no confronto de ideias, na ação dos diferentes atores políticos, as instituições públicas constituem o instrumento que garante o cumprimento dos preceitos constitucionais e dos direitos fundamentais.

O Estado democrático contemporâneo é uma obra de engenharia política a todo momento confrontada com desafios que o obrigam a se reinventar, mas um fator nunca muda: os governos e quaisquer instâncias representativas precisam ser legitimados pela sociedade, ainda que as autoridades sejam ungidas, pela lei, com responsabilidades e prerrogativas de poder. Isso só funciona se as autoridades não esquecerem qual é a fonte real do seu poder.

Nem sempre é compreendido que a necessidade de respostas, a ação e a reação são direitos da sociedade, e quando eles não são exercidos, quem perde é a democracia.

É preciso que o cidadão tome nas mãos o que é seu e faça valer sua vontade, inclusive a de mudar o sistema político. É como um circuito elétrico, que só terá valia se houver energia a circular nele.

Sem interação com a sociedade, as instituições públicas tornam-se arcaicas, mera soma dos interesses privados de muitos matizes, diminuídas e empobrecidas pelo clientelismo de tempos imemoriais.

O mundo de múltiplas crises em que vivemos é o mesmo que nos possibilita múltiplas respostas. A questão é como ajudar a constituir e a viabilizar um novo idioma político, que nos auxiliará a resolver a estagnação civilizatória a que estamos submetidos.

Marina Silva, ex-senadora pelo Acre, passa a escrever para a Folha às sextas-feiras.

Xingu somos nós!

Publica…. publica!!

Por que o Sarney e o Collor querem esconder documentos? Por que o conhecimento sobre a história do Brasil se torna moeda de troca no congresso?

Internamente cada pessoa precisa esclarecer alguns fatos, motivações dobre o que lhe aconteceu na vida, assim poderá entender a forma atual de lidar com fatos e quem sabe, viver com mais paz.

Assim é também a história de um Pais, precisamos entender as motivações e fatos acontecidos para poder evoluir. A semana wikileaks promovida pela Publica – agência de reportagem e jornalismo investigativo tá no ar. O governo deve participar ativamente desse processo mobilizando a sociedade para debates e também promovendo exposições sobre os temas. São muitos além da ditadura, como por exemplo as questões ligadas aos povos indígenas. Povos que sofreram enorme, inconcebível, perseguição até os anos 60, e hj ainda sofrem enorme pressão. Ver tudo publicado abrirá feridas, mas se não forem abertas e limpas, as feridas nunca saram!

docta ignorantia

Conceito cunhado no séc 15 por Nikolaus von Kues e já antes na famosa frase de sócrates; “só sei que nada sei”.

Aprender a ser ignorante é uma arte. Muito mais fácil encher o peito e bradar verdades. A tendência é que se ganhe mais com esse brado de verdades, mesmo que sendo superficiais as verdades e efêmero o ganho. Mas contraditoriamente isso leva a pessoa a uma maior ignorância pois ela tende a não aprender, por pensar saber. Penso nisso hj diante de jornais, onde um me fala que atirador mata cinco e fere deputada  nos EUA e o outro me explica que foram seis os assassinados e também fala da deputada ferida. O mais triste é saber de um garota de 9 anos entre eles.

Buscar a verdade de 5 ou 6 mortos o que importa? Pouco, a não ser o desejo de que tenham sido 5 apenas. O que importa é entender o por que deste ataque a uma deputada que se posicionava contra a polêmica lei anti-imigração, e chegou a discutir a diminuição de seu salário em 5%.

O ataque em Tucson, Arizona é o contrário de algo que aconteceu no Brasil a pouco. Li aqui, que o bispo de Limoeiro do norte, Dom Manuel Edmilson da Cruz, não aceitou o premio para direitos humanos, Dom Helder Câmera, que lhe foi concedido pelo senado. Foi um protesto contra o indecente aumento de salário que o legislativo si deu.

Fica claro que o peão que bradava a verdade, e partiu para atos, apareceu mais. Mas o bispo ainda assim fez uma jogada melhor, pro xadrez da vida em civilização… O bispo têm todo meu respeito!