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Cidade forno

Esses dias têm sido quentes. Bem quentes.

Têm sido difícil fazer as coisas, e muitas vezes parar embaixo das esparsas árvores  para esperar um farol abrir é um alivio. A desnaturação de proteínas se dá a partir de 42°C de forma irreversível e afeta funções de enzimas em nosso corpo. O calor convida ao repouso, por isso tantos ares condicionados ligados nessa época do ano, picos de uso de energia em prédios envidraçados como estufas.

Conforto térmico é essencial pro dia dia. Em nossas casas e prédios usamos eletricidade pra esquentar a água, o que poderia ser feito pelo sol, usamos ar condicionado, o que poderia ser feito pelas plantas.

imagem: instituto elos

Na Alemanha se a temperatura alcança 25ºC na sombra já as 10h da manhã, as crianças ainda têm uma aula e depois são liberadas, chama-se liberação por calor, ou hitzefrei. Isso de certa forma vale também para ambientes de trabalho, é proibido por lei trabalhar em ambientes com mais de 35°C.

Essa forma de encarar o conforto térmico seria uma reviravolta em São Paulo, obrigaria a adoção de telhados verdes para manter custos de energia elétrica sob controle. Outros modelos de construção têm sido adotados diversos lugares, muitos com fatores ambientais mais rigorosos e com incidência solar mais baixa. Seria muito bom adotar e experimentar mais esses modos, incentivos poderiam ser dados para isso.

 

 

 

Elis Regina

Sábado 20/3 a partir das 16h na praça Elis Regina, Butantã.

Ali a prefeitura pretende detonar uma linda praça e fazer uma mais bela avenida, por onde passarão carros bacanas, ou talvez permanecerão ali por horas. É impressionante o que continua acontecendo com São Paulo, as pessoas querem viver com mais barulho, mais fumaça? Este documento da agência Habitat da ONU, fala da forma insuficiente que estamos a enfrentar a questão melhora habitacional na cidade,  nos leva a pensar em plano diretor que está na gaveta do Sr. Prefeito.  O diagnóstico ai embaixo foi dado a tempos…, como reagir ao poder da grana, dos urubus?

Faltam árvores

Fim da rua Joaquim Floriano, já na Iguatemi

Nestes dias de calor faltam árvores. É muito bom subir em uma, sentar-se à sua sombra, ou esticar uma rede. Como podemos ver na foto, a prefeitura plantou diversas árvores, algumas já foram predadas pelo bicho homem, seu mais impiedoso predador. Estas provavelmente foram atropeladas por algum bebum voltando da balada em alta velocidade. São 4 seguidas que estão no chão. O bebum deveria prestar serviço a comunidade árborea da cidade.

Conforto térmico

Nos últimos dias a cidade de São Paulo têm sofrido com  o calor. Depois de dezenas de dias com fortes chuvas agora o sol castiga quem se aventura pelas ruas, seja a pé, de bici ou de carro.

Quando vi esta foto pensei numa boa utilidade pro minhocão. Quem não pensaria?

Este artigo abaixo nos chama a atenção para a possibilidade de resfriar as cidades por meio de telhados verdes.

Telhados verdes resfriam cidades

“O climatologista Stuart Gaffin, do Centro de Pesquisa sobre Sistemas Climáticos da Universidade de Columbia (EUA), destacou na revista Scientific American que telhados verdes – aqueles que substituem as telhas convencionais por verdadeiros jardins suspensos – podem mitigar os efeitos das mudanças climáticas nas ilhas de calor dos centros urbanos. Ele estuda este tipo de telhado desde 2003, e defende que o resfriamento da superfície das cidades chega a casa dos 16.4 graus Celsius por área, o que segundo ele fica ligeiramente atrás do efeito proporcionado pelas árvores nas ruas, por exemplo. Ele fez as contas. Só em Nova Iorque, uma área do tamanho de 22 Central Parks está subutilizada com telhados convencionais, quando poderiam ser adaptados os verdes. Outra vantagem é a capacidade desse tipo de telhado de despejar no sistema de drenagem urbano uma água mais limpa do que aquela que se mistura à sujeira dos telhados normais.”

Pensando rapidamente me lembrei apenas do telhado verde da atual prefeitura. E pelo que sei metade foi desmatada para a instalação de um heliponto, já que o prefeito têm compromissos urgentes para tratar e não pode ficar preso no trafego como seus súditos.

Já me senti mal por estar de preto num dia de sol, entendo o conforto térmico como algo essencial para o bem estar das pessoas. Muito pode ser feito nesse sentido, cultivar uma varanda verde já é um passo.