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Os muros mais difíceis!!

Os murros mais difíceis de serem quebrados são os invisíveis, aqueles que as pessoas constroem em sua mente. Diz Einstein que duas coisas são sem fim, o universo e a burrice humana, complementa “Mas tratando-se do universo não tenho tanta certeza”.

O esgoto que jorrava na rua parou, e colocaram ali hj pessoas com pás para abrir um burraco e fazer o concerto. Nem um trator, pessoas com pás… isso na maior cidade do Brasil.

Olhem a quantia de pedras!!

De alguma forma parece estranho que isso aconteça, eles estão lá cavando, e enquanto isso os governantes da cidade estão a observar a chegada dos vagões de metro no outro lado da cidade e fazendo se visíveis por isso. Tudo o que importa é para onde estão direcionadas as lentes da mídia, ou para onde direcioná-las.

Os murros mais difíceis de se derrubar são os que construirmos ao redor de nós quando deixamos de olhar para o mundo em si, para prestar atenção apenas àquilo que nos mostram. Estranho essa forma de dizer dos políticos sobre as obras públicas; “Olha o que eu fiz!” Quem fez o que? E quais são as condições em que as pessoas fazem o que?

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Como derrubar muros?

Um trator, uma marreta, dinamite todos bons para essa tarefa!

Mas o interessante mesmo para poder derrubar um muro é perceber o lado de fora deste. Sonhar com a integração dentro e fora, saber que o lado de fora dele é espaço coletivo, que também é seu. E assim querer que este faça parte de seu dia a dia.

Ver o coletivo mal cuidado é triste.

Bueiros jorrando esgoto.

Em área nobre da cidade de São paulo

Triste ver que por semanas pode jorrar esgoto em uma rua e por que? Por que ninguém quer investir em galerias subterrâneas, o negócio é fazer pontes que podemos ver. Inaugurar viadutos!

Alguns resolveram botar o pé na estrada, seu pedal conjunto até o Fórum social mundial traz um pouco esta idéia do Paulo Freire “Ninguém liberta ninguém, mas ninguém se liberta sozinho, os homens se libertam em comunhão.”

O blog deles: http://pedalfsm2010.wordpress.com

Quando muitos sonham em parar de desperdiçar cimento e tijolos para muros, e preferem um quarto a mais, uma cozinha maior, ai sim a liberdade pode acontecer, em comunhão.

murro no muro!!!

Num outro post sobre casas e murros que nasceu de murros sendo as primeiras coisas a serem construídas em uma casa, vinha o pensamento, por que não poderia o jardim vir primeiro? Nessa casa parece que nasceram juntos Jardim e Casa, e o muro parece que não virá.

Estranho pensar que em menos de 24h se pode ficar com saudade de um lugar em que se esteve e no qual na verdade não se conhece ninguém. Estive pedalando pelo circuito do vale europeu, lugar lindo. E por onde se olhava era uma delicia perceber a ausência de muros.

Casa com hortências plantadas

2009 foi o ano em que se comemorou os 20 anos da queda do murro de Berlin.  Onde se construiu um outro em Gaza, onde se viveu do lado de fora e de dentro de enormes murros que separam corações e corpos.

Um exemplo recente desses muros é a embaixada dos Estados Unidos no Iraque,  contará com apartamentos anti bomba e um schoping. Parece que serão todos baixinhos pois há aviões a solta por lá também.

Embaixada dos Estados Unidos / Forte Apache

Para Habermas o conhecimento do outro é tarefa dificílima, pois se parte de pressupostos diferentes, muitas vezes de crenças diferentes,  mas tarefa importante para o bem viver. Pois então o conhecimento gerado pelos novos meios de comunicação parece ser um modo de conhecer os outros, mesmo que em sua ausência. Conhecer o outro permite -nos um outro olhar sobre nós mesmos e lembrar que ao longe há muros, mas bem pertinho também os há, como lidar com eles? Têm gente até blindando vidros no rio, medo de bala perdida.

Sonho de algumas crianças, morar no schoping!

Murro nos muros!

Sobre Casas e Murros

Hoje, há 20 anos caiu o murro de Berlin. Uma barreira física que por 28 anos dividiu também universos simbólicos. De um lado a abalada crença na igualdade de todos, num governo forte que decidia quando produzir o que e de que forma. De outro lado o mundo capitalista onde o estado pouco deve influenciar nas diretrizes de produção e consumo, pois estas se retroalimentariam de forma automática, é a chamada mão invisível que tudo regula. Os dois modelos não funcionaram perfeitamente, sabemos. E infelizmente se combateram ferozmente, criando armas que até hj estão por ai amontoadas em depósitos que custam fortunas para serem mantidos.

A Deutsche Welle, tv estatal alemã preparou uma pág especial sobre o tema.

Pensando nisso perguntamo-nos o por que de a primeira coisa que se constroe em uma casa é o murro? Por que não pensar o jardim que demorará para crescer? Ou a árvore que dará conforto aos que ali passarem ou quiserem sentar para conversar? Não, construímos murros!

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na cidade

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ou no campo.

Será que segregar resolve os conflitos entre as pessoas? Criamos barreiras físicas com essa esperança, assim nem sequer precisamos lidar com o conflito. Melhor evitar o problema, melhor não dizer o que te incomoda, pois vai que o outro diz de ti o que pensa. Já diz Sartre “o inferno são os outros”.

O desafio é derrubar murros reais, criar pontes mentais e simbólicas entre os diversos mundos, o que só é possível por meio de respeito. E quem sabe também pela busca de mais convivência com os outros que com idéias diferentes nos infernizam!

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o que importa é desmontar muitos murros!