Arquivo da tag: Segurança no trânsito

Jk, os carros e a corrupção

Hj cedo no rádio me chamou a atenção a noticia de que hj, há x anos morreu o Jk. Me chamou a atenção por conta de um pensamento que não me sai da cabeça desde ontem, li sobre os empresários x que têm sido convidados para investir em ferrovias e reclamam da baixa taxa de retorno… devem estar preferindo comprar dólares. Pensei tangencialmente na questão da SIEMENS, nos cartéis que só são novidade pros jornais, como se não soubéssemos do funcionamento parasita entre lucros do capital privado e benesses de gestores públicos.

JK , Trecho do artigo da wikipedia “faleceu em 22 de agosto de1976, em um desastre automobilístico em que também perdeu a vida seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro no antigo quilômetro 165 (atual quilômetro 328) da Rodovia Presidente Dutra, em um automóvel Chevrolet Opala,76 na altura da cidade fluminense de Resende, no qual o veículo onde ele estava, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso. Até hoje, o local do acidente é conhecido como “Curva do JK“, antes conhecido como ” Curva do Açougue”. ”

O cara que incentivou tremendamente a indústria automobilística no Brasil morreu na curva do açougue, no mínimo era pra parar e pensar no assunto da segurança no trânsito, coisa que até hj é capenga.

Diz se que na época da construção de Brasília tijolos eram levados de avião até a obra, o que a principio não é corrupção mas apenas mal gasto do dinheiro público. Mas mal gasto do dinheiro coletivo beneficiando alguns não é corrupção?

Apoio a reforma política!!!

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César Ades, grande Etólogo, grande mestre!

O descuido de uma pessoa ao dirigir roubou de nosso convívio o César Ades. Pra quem o conheceu não é preciso dizer nada, mas pra quem não o conheceu vou contar um pouco sobre quem foi esse jovem senhor que nos deixou aos 69 anos.

Numa de suas esplêndidas aulas ele falou sobre o comportamento de coleta dos primatas, que os  faróis vermelho amarelo e verde vieram direto dessa situação. Com amarelo e vermelho se para a corrida pela floresta para ver se o alimento já está maduro. Se está verde ainda, passa-se reto. Não é a toa que as cores do macdonald’s são essas.

Ele tinha paixão por aranhas e contava delas com um entusiasmo de adolescente. Entusiamo de adolescente aliás é uma boa forma de descrever o estado de espirito do César. No dia de matricula é conhecido que ele participava da pintura dos calouros e por esses deixava se pintar.

Um dia lhe perguntei se toparia compor uma mesa junto da professora Lígia Assumpção do Amaral (também falecida nas ruas de nosso trânsito caótico ) no dia mundial do meio ambiente. Psicologia e Meio ambiente foi a discussão que propus. Toparam, reservei a sala na hora de almoço e foi um bate papo simples, e muito bacana sobre o que unia esses dois temas.

Quando se tornou diretor ele já sabia da minha mania de plantar árvores pelo instituto, plantamos uma árvore para um funcionário que havia falecido na construção do bloco novo de professores. Mais tarde ele chamou para o plantio de uma figueira, esta, é muda de uma que ficava na Alameda Glete. Ali no casarão onde começou o instituto de psicologia. Naquele momento estava a se tornar um estacionamento, e a frondosa árvore seria derrubada contou triste. Mas sorriu olhando para a muda que conseguira.

Estar nos corredores da Psico nunca mais será tão alegre.

Participei da campanha preferência a vida, posto aqui em homenagem a esse grande professor. Obrigado por ter estado entre nós César!

Dias de Julie

Sexta de manhã, há uma semana e dois dias, minha mãe me ligou esbaforida, quando atendi escutei sua voz tensa dizendo “ainda bem, vc tá ai”,  me assustei num primeiro momento… até entender que o problema era eu. Ela escutou no rádio sobre a morte de um ciclista na Paulista.  A partir desse momento, comecei a ligar para alguns amigos que passam ali, com coração apertado. Me sentia um grande egoista com meu desejo de que fosse uma pessoa que eu não conhecesse. Chegando em casa, sem conseguir trabalhar li e-mails, escutei rádio, tentei entender o que tinha acontecido.  Um telefonema me falando um nome, outra ligação pra uma jornalista amiga confirmando e o mundo desabou, era uma pessoa que eu conhecia…

A Julie, moça de sorriso fácil, de luz forte em seus olhos, com uma forma bacana de propagar idéias para um mundo melhor… não queria acreditar. Nos pedais verde brincava com quem tivesse perto, distribuia carinho e atenção. Me tem invadido o sentimento que estar na rua de bici é como estar no mar, sujeito a forças maiores. Sabemos de nossos direitos como ciclistas, mas as pessoas ao redor ignoram esses direitos, é como se a luta por espaço não me disse consequencias até que o pior aconteça (vale ler este artigo). Ai a desculpa é que foi acidente, mas a atitude nunca é de cuidado e atenção com o outro. Fui procurar esse video:

sei que comparações são esdruxulas muitas vezes, mas o bom sentimento que traz essa rua é algo pelo que vale a pena lutar. Ainda me sinto de luto, ainda me encho de um sentimento de revolta ao lembrar do que aconteceu. De luto, lutaremos! Obrigado por ter compartilhado seu sorriso conosco…

De olho na estrada, de olho na vida!


O video é forte, que seja um bom fim de ano para nós!

De 70 km/h pra 60, eu curto!

Hj é dia de festa pra uma grande torcida de futebol, os torcedores passam pela rua próxima de casa em alta velocidade, buzinando e festejando. Suponho que alguns dos que conduzem seus carros em direção à Paulista tenham bebido um pouco também.
Fiquei feliz de chegar bem em casa, e pensei em como reclamam as pessoas da diminuição do limite de velocidade nas ruas da cidade de São Paulo de 70 pra 60 km/h, precisei rever esse filme que curto, e compartilhá-lo no mundo virtual por onde temos vivido partes consideráveis de nosso tempo de vida.

Memória triste

Hoje elevo um pensamento aos conhecidos e desconhecidos que tombaram nessa guerra vã.

Direção Segura

Se o que importa é o caminho, como decidir por onde ir, de que forma? Cada caminho têm suas vantagens e desvantagens. Tal como numa estrada com suas faixas, na vida há limites que precisam ser respeitados para viver em comunidade, são as chamadas leis.

Hoje é sábado, muita gente vai sair de casa para encontrar amigos e parentes, encontro bom, muitas vezes acompanhado de bebidas alcoólicas. Se for de carona ou ônibus o acordo entre as pessoas, a lei, diz que a pessoa está liberada pra beber, mas se for dirigir, não. No entanto muita gente pensa diferente;

e termina em rota de colisão com a própria vida.

Em decisão do STF é reiterada a decisão de que dirigir embriagado é crime. Agora a questão precisa sair da teoria e ir pra prática pois pagar fiança ou “propina” como diz o Luan Rocha é um tiro no pé da sociedade. As familias dos dois Garis que morreram na marginal na semana passada atropelados por um bancário têm que suportar a dor da morte e da impunidade de uma instituição policial que estipula uma fiança de 50 mil…

É muito importante assinar essa petição para que esse tipo de acidente não fique impune.