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Jk, os carros e a corrupção

Hj cedo no rádio me chamou a atenção a noticia de que hj, há x anos morreu o Jk. Me chamou a atenção por conta de um pensamento que não me sai da cabeça desde ontem, li sobre os empresários x que têm sido convidados para investir em ferrovias e reclamam da baixa taxa de retorno… devem estar preferindo comprar dólares. Pensei tangencialmente na questão da SIEMENS, nos cartéis que só são novidade pros jornais, como se não soubéssemos do funcionamento parasita entre lucros do capital privado e benesses de gestores públicos.

JK , Trecho do artigo da wikipedia “faleceu em 22 de agosto de1976, em um desastre automobilístico em que também perdeu a vida seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro no antigo quilômetro 165 (atual quilômetro 328) da Rodovia Presidente Dutra, em um automóvel Chevrolet Opala,76 na altura da cidade fluminense de Resende, no qual o veículo onde ele estava, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso. Até hoje, o local do acidente é conhecido como “Curva do JK“, antes conhecido como ” Curva do Açougue”. ”

O cara que incentivou tremendamente a indústria automobilística no Brasil morreu na curva do açougue, no mínimo era pra parar e pensar no assunto da segurança no trânsito, coisa que até hj é capenga.

Diz se que na época da construção de Brasília tijolos eram levados de avião até a obra, o que a principio não é corrupção mas apenas mal gasto do dinheiro público. Mas mal gasto do dinheiro coletivo beneficiando alguns não é corrupção?

Apoio a reforma política!!!

Meu voto no Pt, o mensalão e a Universidade no espaço

Ao redor do relógio, que fica na praça do Relógio, na universidade de São Paulo, está escrito: “No universo da cultura o centro está em todo lugar”

Por que voto hoje no pt, mesmo com a questão do mensalão?

Quando fui aluno da psico na usp houveram várias greves, numa delas, em 2000, haviam aulas ministradas no gramado em frente à reitoria.  Naquele momento da minha vida já haviam alguns anos que eu lia jornal e conhecia um pouco as figuras politicas que faziam parte de suas páginas. Uma dessas figuras é o José Genuino, que foi lá dar aula durante a greve, onde pautas salariais e de melhorias nas condições de ensino se misturavam. Lembro algo sobre sua aula, contou de sua militância durante a ditadura e dos perrengues que passou. Mas de uma breve frase nunca me esqueci:  “O direito é formado por deveres.” então explicou o por que dizia isso. Pensei muitas vezes nessa frase quando caminhava pela praça do relógio recolhendo lixo. Pensava que pessoas que nem ao menos jogam seus lixos num lugar apropriado não deveriam ter o direito de estudar ali. Mandei uma carta pra fuvest (nunca me responderam) nela sugeri que colocassem uma questão eliminatória tipo: Quando vejo uma  senhora de idade querendo atravessar a rua na faixa eu devo:

a: acelerar que passo, b: jogar o carro pra cima pra ela aprender que a rua é dos carros, c: gritar pela janela que ela vá pra um asilo, d: parar e deixa-la passar

quem errar algo básico assim não pode entrar numa universidade publica, não têm nível pra isso, mesmo que acerte todas as outras.

Hoje, meio que sem querer, vi o Genuíno indo votar. De cabeça em pé, mesmo condenado por um crime que, desde a redemocratização, sempre ocorreu nesse País que amo; a maldita compra de votos. Vi o roberto Jefferson no roda viva, falando do Dirceu que comprava os pequenos burgueses para fazer a revolução socialista. Escutei da saída do Heródoto Barbeiro do roda viva a mando do sr. Serra que se incomodou com seus questionamentos . Sei que PT e PSDB têm a mesma origem, e que os dois estão tendo a diversos mandatos em níveis federais estaduais e municipais que fazer a triste política vigente de compra de votos. Seja pra fazer a revolução ou pra privatizar as empresas públicas que infelizmente foram a origem de muitos e muitos esquemas de caixa 2 e enriquecimento ilícito. Escutei até que a maior fortuna privada do País têm origem duvidosa  numa estatal.

Me emocionei com o beijo que a Dilma deu na bandeira do Brasil durante sua posse, em frente as corporações militares…, que a perseguiram por acreditar num ideário socialista.

Vivi as melhorias na cidade quando a Martha foi prefeita, as praças começaram a ser cuidadas, inclusive aquela em frente à sede do governo do Estado, historicamente psdbista. A revolução que foi o bilhete único pra quem pega duas ou mais conduções (até o serra fala disso). Os fantásticos CEUS que levaram cultura educação e esportes para onde só havia casas de pessoas que vinham a cada dia servir ” a cidade”.  Arrumar a cama que acolhe os sonhos e pesadelos de uma elite econômica que nem ao menos se senta na mesma mesa para almoçar com as pessoas que lhe servem. Não escuta deles o quanto têm feito diferença em suas vidas as políticas de distribuição de renda que lhes permite não serem reféns e trabalhar para a tia hemenengarda do clube paulistano como disse a Maria Rita Kehl. Sábia pessoa que hj trabalha dignamente trazendo a tona fatos os quais devemos nos lembrar para nos constituirmos e crescermos como povo.

Tenho todo respeito por quem vota diferente de mim hj, mas se “no universo da cultura o centro está em todo lugar” juntei meus cacos (uns tantos a mais que esses aqui) e hj, por uma cidade melhor,  acredito que até o FHC votou no Haddad!

Cidade Maravilhosa!

Hoje começa a rio +20, um momento importante… Em paralelo acontecerá o C40, que reúne os 40 prefeitos das maiores cidades do mundo.As cidades como conhecemos são as bases de um mundo insustentável. E o Kassab, prefeito da cidade de São Paulo, em que vivo vai falar de programas de taxi elétrico, hahaha, dez taxis elétricos ao custo de 200 mil cada, haahaha!

Bicis compartilhadas pelas quais a prefeitura não fez nada, apenas deixou fazer. De planejamento Urbano e reordenação urbana ele realmente não vai poder falar pois trilhou caminho oposto.

Em mim, uma angustia gigante toma forma, um sentimento de que traria muito mais ter investido todo o dinheiro que foi gasto para o evento em cisternas no nordeste brasileiro e em todas as regiões que sofrem com processos avançados de desertificação.  Em programas de plantio e CUIDADO de árvores, de apoio as famílias que vivem em áreas rurais. Meu sentimento hj é de carnaval fora de época, os pavões mostrando suas belas plumas na avenida da rio mais 20 e da C40. Pelo menos a cúpula dos povos parece que vai conseguir costurar novas alianças dos pequenos com os pequenos.

Não sei por que lembrei dessa música e fui escutar. Talvez pra lembrar da importância da simplicidade representada na bici para essa mudança tão necessária e que só pode acontecer nas entranhas de forma lenta e gradual. Sem megaeventos nem mega nadas, mas pequenos passos e pedaladas que dão prazer pelo caminho em si.

Talvez foi só pra rir um pouco e aplacar angustia desse momento MEGA que têm ali no primo pobre; “A cúpula dos povos” a real importância.

Bola Quadrada no campo enlameado

‘Esporte no Brasil é o seguinte: a gerência é privada, mas os recursos são públicos. Assim fica fácil’, diz economista Elena Landau

23 de outubro de 2011 | 3h 06
O Estado de S.Paulo

CHRISTIAN CARVALHO CRUZ

Botafoguense tem cada uma… Dia desses a economista e advogada carioca Elena Landau praticava caminhada e sentiu uma dor aguda no quadril. “Fisgada no ilíaco. Meu amigo, você sabe o que é uma fisgada no ilíaco?”, ela destrincha, na maior das intimidades atléticas com o músculo acomodado nas cavidades ósseas das ancas. Com dificuldade para andar, foi afastada pelo departamento médico das cadeiras do Engenhão, de onde costuma ver as partidas do Botafogo quando o time joga no Rio. Trocou o estádio pela sala de casa. A visão direta do campo, pela intermediação da TV. Bem sem graça, ela achou. “Só que aí o Botafogo começou a subir na tabela e eu não quis arriscar: melhorei do ilíaco, mas não voltei pro estádio”, conta.

O time ainda vai bem no Campeonato Brasileiro, com chance de ser campeão. Se isso tem a ver com a heterodoxia de arquibancada de Elena, não há como saber. Mas não deixa de ser curioso comparar. Integrante da linha de economistas da PUC-RJ que formaram a zaga do governo FHC, naqueles tempos ela era chamada de ortodoxa por comandar – “sem jogo de cintura”, diriam os oposicionistas de então – o processo de privatização das empresas públicas. A plaquinha na porta do escritório ajudava nessa imagem: diretora de desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES.

É de dentro da área, portanto, que Elena fala: “O projeto da Copa do Mundo no Brasil está errado de partida. É um evento privado, destinado a atender interesses privados, mas que conta com recursos públicos. Tem cidade que faria melhor uso do dinheiro do BNDES se construísse metrô e corredor de ônibus, porque não tem renda nem público suficiente para fazer um payback do investimento”. Elena hoje trabalha como advogada numa grande banca no Rio e assessora o Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos ligado ao PSDB.

Numa semana rica em bolas quadradas rolando por campos enlameados – acusações contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, ONGs de fachada, queda de braço entre o governo e a Fifa por meias-entradas e venda de cerveja nos estádios da Copa – o Aliás convocou Elena para comentar o jogo, mas ela avisou: “Houve um tempo em que eu acreditava que a gestão do esporte brasileiro podia mudar. Montei uma consultoria esportiva e até trabalhei no Atlético Mineiro e no Botafogo”. Diz que desistiu por cansaço. Deu cãibra na paciência, estiramento no desencanto. Sentiu-se vencida pelo jogo travado que se disputa no setor e, apesar de conhecer bem a cancha, agora prefere atuar como uma torcedora especializada, por assim dizer. “Hoje em dia os meus comentários sobre esporte são de pessoa física.” A eles, pois.

Esporte é questão de Estado?

Depende. O esporte ligado a educação, sociabilidade, cidadania e formação do indivíduo, como agente transformador de vidas, este é questão de Estado. Mas Copa do Mundo certamente não é. Trata-se de um evento privado. Como um show do U2 ou do Justin Bieber. Uma Copa só seria assunto de Estado se usada para alavancar uma transformação do espaço urbano. E, pelo que estamos vendo atualmente e também pela experiência dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio, sabemos que não é esse o caso. O Pan de 2007 não revitalizou nada, não melhorou a cidade. Tem o estádio do Engenhão, que é onde joga o meu Botafogo e é até um bom estádio. Mas e o entorno? Aquilo é um abandono só, não há sequer transporte público decente para chegar lá. Acho importante separar esses conceitos entre público e privado para entender as causas da precariedade do esporte no Brasil.

Terceirizar o esporte para ONGs seria uma dessas causas?

O Brasil conseguiu desmoralizar a utilização das ONGs, que conceitualmente têm valor. Mas houve um exagero nessa terceirização do esporte. No fundo, as ONGs de esporte fazem hoje o que a escola pública fazia antigamente, mas deixou de fazer por causa do abandono e da decadência do ensino público, decadência física, inclusive. Há colégios que não têm quadra de esportes e precisam fazer convênio com academia de ginástica para ter aula de educação física. Para resumir, eu diria que o Estado brasileiro deixou de cumprir seu papel. Se achamos que o esporte é suficientemente relevante a ponto de ter um ministério específico, precisamos definir uma política esportiva clara para o País. Mas ministério no Brasil serve para assegurar governabilidade, preencher cotas dos partidos da coalizão.

Nada se salva em termos de política esportiva por aqui?

Em 2016 vamos sediar uma Olimpíada no Rio. Ok. Mas queremos desenvolver seriamente quantas modalidades olímpicas até lá? Três? Trinta? Temos aptidão para todas elas? Vamos investir só nas quais já somos bons ou também nas quais precisamos melhorar? O Brasil nem sequer sabe responder a essas perguntas. O projeto do Ministério do Esporte para a Olimpíada no Rio em 2016 é só fazer a Olimpíada no Rio em 2016. É um projeto de obras, não um projeto esportivo. A Austrália, quando sediou os Jogos em 2000, criou um programa para a natação que dá frutos até hoje. Eles não queriam passar o vexame de não ganhar medalha dentro de casa. No Brasil impera a mentalidade da escavadeira: “Oba, vamos sediar uma Olimpíada porque assim podemos usar o orçamento pra fazer obra. Se ficarmos em último lugar no quadro de medalhas, não tem problema”. É vergonhoso ver os ginastas brasileiros, que são uns heróis, talentosíssimos, mendigando patrocínio. E ao mesmo tempo ver uma ONG levando dinheiro do governo para comprar camiseta. Que diabo o governo tem que comprar camiseta pra ONG?! Por outro lado, não acho que ONG deva formar atletas olímpicos. Como se forma um atleta de competição, eu não sei. O Brasil vive de modismos, de ídolos momentâneos, como a seleção de vôlei do Bernardinho, o Gustavo Kuerten no tênis, anos atrás.

Mas por que nunca aproveitamos essas modas para criar uma política esportiva consistente?

O problema é que o Brasil não tem uma filosofia de trabalho nesse sentido, não segue nenhum dos dois modelos básicos de programas esportivos que conhecemos: o de participação maciça do Estado no desenvolvimento de atletas, como em Cuba ou na China, e o de formação nas escolas e universidades, como nos Estados Unidos. Aqui não temos nem um nem outro. Estamos perdidos no meio do caminho. Apesar de dizerem que nós temos a participação do Estado nos esportes, o fato é que o Brasil privatizou – e privatizou mal – os esportes. Entregou sem critério nenhum para federações e confederações, que não passam de feudos políticos. Então, quem cuida do esporte brasileiro? As ONGs, micro-organismos pulverizados e sem uma política unificada e organizada, ou as federações e confederações. Ou seja, quando é conveniente, o esporte é público, e aí pede dinheiro ao governo para os programas das ONGs, e quando não é conveniente, quando tem que prestar contas, ser transparente, reclama-se da interferência do governo em assunto privado. Eu sou a última pessoa a ser contra privatização de alguma coisa, mas vejo claramente uma apropriação indevida do esporte brasileiro pelo setor privado. Nosso modelo é o seguinte: a gerência é privada, mas os recursos são públicos. Assim fica fácil.

Qualquer semelhança com a Copa de 2014 é mera coincidência?

A Copa do Mundo é um evento da Fifa. Não é de governo de país nenhum e ninguém obriga um governo a se oferecer para sediá-la. Quem tem vontade de receber uma Copa se candidata porque quer. E desde o começo conhece as regras estabelecidas pelo dono do negócio, no caso, a Fifa. Então não vale agora, no final do segundo tempo, vir discutir se o Brasil está vendendo sua soberania ao ceder a pressões da Fifa para mudar esta e aquela legislação interna. Isso é uma bravata, uma coisa nacionalista, ufanismo bobo. Quando apresentou sua candidatura, o Brasil sabia perfeitamente onde estava se metendo. E aí fica discutindo a filigrana da meia-entrada e da venda de bebida dentro dos estádios. Aliás, deveriam aproveitar o momento para liberar de vez a venda de bebida. Isso é uma hipocrisia. Bebe-se tranquilamente nas barraquinhas em torno do estádio. E até parece que as torcidas organizadas deixam de brigar porque não podem mais beber. É simples resolver a questão da violência. O cidadão arrumou encrenca? Que ele seja retirado, fichado e impedido de voltar. A Inglaterra fez isso e funcionou…

Você falava que o Brasil conhecia as regras do jogo quando apresentou a candidatura.

Por causa do nosso histórico futebolístico, nós até gostaríamos de acreditar que para a Fifa é uma honra fazer uma copa no Brasil, o “país do futebol”. Mas a Fifa, obviamente, não poderia estar ligando menos pra isso. O que ela quer é ganhar o dinheiro dela e acabou. Ela chega, não coloca um tostão, ganha bilhões e vai embora. Isso não é novidade. O projeto da Copa no Brasil está errado desde a partida, porque foi feito pela CBF, também uma empresa privada, a fim de preservar seus feudos políticos regionais. É um projeto sem sentido. O governo brasileiro entra com dinheiro público – dinheiro do meu, do seu, do nosso imposto – em um projeto privado destinado a atender somente a interesses privados. Aí vem o BNDES e financia estádios em locais que jamais terão público suficiente para fazer um payback do investimento. Jamais. Isso é dinheiro a fundo perdido. Nem o estádio do Corinthians vai dar retorno. Teria se o clube colocasse 60 mil pessoas lá dentro em todos os jogos. Mas vemos pelo Campeonato Brasileiro que a média de público do Corinthians, que tem a maior torcida do Brasil (os flamenguistas que me desculpem), mal chega à metade disso. Se o setor privado tivesse se interessado pela construção dos estádios, o BNDES poderia financiar a transformação urbana das cidades. Eu não vou citar quais, para não melindrar prefeitos e governadores, mas tem cidade aí que certamente faria melhor uso do dinheiro do BNDES se construísse metrô e corredor de ônibus.

Por que o setor privado não se interessou pelos estádios?

Por que eles não vão dar dinheiro. Fizeram algum estudo econômico sério nas sedes da Copa? Desconheço. Vamos ter estádio digno de país com renda per capita de US$ 10 mil encravados em cidade com renda per capita que é um quinto disso. Como é que a iniciativa privada vai se interessar por algo assim? Mas o problema maior é mais antigo, vem antes da Copa. Nós devíamos estar nos perguntando por que o Brasil, com toda sua força de pentacampeão do mundo e gerador de craques, não tem estádios com nível internacional até hoje. A resposta é simples: porque não tem público, a média de público é deprimente, e não tem público porque o futebol brasileiro não é feito para atender o público. Quem programa um jogo de futebol para as 10 da noite de quarta-feira não está interessado na receita gerada pelo público. Mas deveria estar, porque um tipo de geração de receita não exclui o outro. Na Europa adotam um modelo de receita tripla: tem a parte da televisão, a do público pagante e a do marketing dos clubes. Só que lá, quando você vai assistir a um jogo de futebol, o estádio é limpo, confortável, seguro, tem transporte público na porta, comida de qualidade, lojas, lugar marcado, horário decente para que o jogo seja um programa familiar e um calendário imexível. Não tem esse negócio de adiar jogo porque vai haver um amistoso inútil da seleção contra o Gabão só para satisfazer interesse de patrocinador da federação. Desse modo, o público é garantido; e público garantido faz brilhar os olhos do setor privado. Mas o que temos no Brasil? Se a CBF não faz nada direito no futebol interno, como é que podemos esperar que ela possa fazer uma Copa direito?

Você estatizaria a CBF?

Eu preferiria que não fosse privada. Ao contrário do que se fez no setor elétrico, por exemplo, em que a exploração do serviço foi concedida mediante licitação, nunca houve uma licitação que desse à CBF o direito e o monopólio de representar o futebol brasileiro. Mas não tem como mudar. Não há elemento jurídico para isso. Me incomoda que a CBF não esteja preocupada com o futebol brasileiro. Não vejo problema que ela ganhe dinheiro, desde que licitamente, mas acho mal resolvido o uso que ela faz dos símbolos da Nação. A CBF não tem dinheiro público, não tem subvenção, só que usa o verde-amarelo da nossa Bandeira, canta o Hino Nacional… Quem a elegeu para fazer isso por nós e quanto ela paga ao governo para usar esses símbolos? Então, eu preferiria que ela não fosse privada. Nós brasileiros damos muito mais à CBF do que a CBF dá para nós. O futebol brasileiro não amedronta mais adversário nenhum. Jogamos de igual para igual com a Costa Rica. E eu tenho certeza que a decadência está diretamente relacionada a essa administração da CBF.

A Fifa alega que pode ter prejuízo de R$ 1,8 bilhão se não houver as adequações que ela espera na Lei Geral da Copa.

Prejuízo?! Como é que ela pode ter prejuízo num negócio em que não está gastando nada? Não estou entendendo essa conta. A Fifa deve estar procurando uma desculpa, pensando se vale a pena fazer a Copa no Brasil ou não. Mas ela não vai levar o evento para outro país. A relação entre Fifa e CBF é muito forte. A Fifa só tira a Copa do Brasil se o Ricardo Teixeira (presidente da CBF) quiser, não tem nada a ver com o governo brasileiro.

Qual a sua avaliação sobre as denúncias de corrupção contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o impacto delas na organização da Copa?

Me parece que desde o início da gestão a presidente Dilma Rousseff tinha a ideia de contar com alguém de fora do ministério para tocar a Copa. É um evento específico, não precisava misturar com o dia a dia do ministério. Mas isso não vingou. O fato de a presidente assumir o controle da Copa mostrou a importância que o governo brasileiro está dando ao evento, o que é muito bom. Dá mais moral para o cronograma, para a execução das obras. Agora os envolvidos terão de despachar diretamente com a presidente da República, e ela já tem essa imagem de gestora determinada, incisiva. Talvez seja uma boa oportunidade de colocar alguém no ministério com perfil estritamente técnico, para que a pasta deixe de ser só essa simples repassadora de verba para ONGs.

 

ELENA LANDAU é economista, advogada, ex-diretora do BNDES, ex-consultora em Gestão Esportiva e botafoguense

Outra cidade é possível !!!

Fórum Social de São Paulo

 Outra cidade É possível, necessÁria e urgente! O que fazer?

Fórum Social de São Paulo reunirá mais de 60 atividades por uma outra cidade!

Após um ano de modelagem, chegam os dias do Fórum Social de São Paulo 2011. O encontro centralizado acontece nesse final de semana – dias 29 e 30 de outubro -, na Faculdade Zumbi dos Palmares, para mostrar que outra São Paulo é possível, necessária e urgente!

Sexta, 28, a partir das 18h, acontece uma celebração de abertura do Fórum no Vale do Anhangabaú, embaixo do Viaduto do Chá. Está programada para o festejo, que acontece em parceria com os jovens do Acampa Sampa, uma batucada para celebrar o primeiro Fórum Social de São Paulo.

No sábado, 29, o FSSP recebe mais de 60 atividades realizadas por movimentos, coletivos e organizações da sociedade civil, cada qual apresentando a sua visão e atuação no sentido de mudar nossa problemática São Paulo. No sábado à tarde, também, serão apresentados oito eixos temáticos para que as organizações se unam e discutam, em conjunto, temas pontuais como educação, mobilidade e moradia. As atividades são sempre abertas e todas as pessoas interessadas podem participar individualmente.

CLIQUE AQUI para acessar a tabela completa com as atividades autogestionadas do Fórum Veja também a planta do primeiro andarsegundo andar da Faculdade, onde acontecerão as atividades.

No domingo, 30, a plenária reunindo todos os participantes do Fórum terá início às 10 horas. Neste momento serão compartilhadas as experiências do dia anterior e o Fórum Social de São Paulo decidirá seus próximos passos. À tarde, haverá uma comemoração com diversos movimentos artísticos para celebrar as novas perspectivas e parcerias formadas ao longo do final de semana.

Todos os cidadãos e cidadãs da Grande São Paulo estão convidados a participar deste processo e ajudar a construir uma cidade mais justa e plural, onde os ganhos do capital não estejam acima do interesse público e onde valha a pena de fato viver.

Construir um novo mundo possível requer a construção de uma nova vida nas metrópoles, onde habita a quase totalidade das pessoas hoje. Os olhos dos indignados de várias cidades do mundo voltam-se para o sul do planeta.  São Paulo, como uma das maiores diversidades culturais do mundo, pode mostrar uma outra humanidade possível! E você pode fazer parte disso!

Fórum Social de São Paulo
Abertura: 28 de outubro (sexta-feira), 18h, Vale do Anhangabaú
Atividades: 29 e 30 de outubro (sábado e domingo), das 9h às 18h
Faculdade Zumbi dos Palmares – Av. Santos Dumont, 843 – metrô Armênia

Olho no Olho

Política Olho no Olho

Dia 19/7 (terça-feira), encontro com o
Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente

Eduardo Jorge

“Desenvolvimento Sustentável”

Lançamento: Caderno Condutas de Sustentabilidade no
Setor Imobiliário Residencial

A sinergia entre o setor imobiliário e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente é indispensável para o atendimento das necessidades imobiliárias da população, de forma alinhada às premissas de sustentabilidade.

Com a atual dinâmica do segmento de imóveis, as diretrizes da Secretaria do Verde são decisivas para garantir o bom desenvolvimento das atividades imobiliárias, no prazo certo e da maneira certa.

Como essa Secretaria está atuando, quais são os principais projetos e planos, como os empreendedores podem contribuir e o que devem cobrar, são temas focalizados em encontro com Eduardo Jorge, titular daquela Pasta, em reunião exclusiva com os associados do Secovi-SP e demais lideranças da área imobiliária.

Trata-se de oportunidade especial para produtiva troca de ideias e apresentação de sugestões, razão pela qual sua presença é imprescindível.

Na ocasião também ocorre o lançamento oficial do caderno “Condutas de Sustentabilidade no Setor Imobiliário Residencial”, fruto de parceria entre o Secovi-SP e o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), com apoio da Aelo, AsBea, CBIC e SindusCon-SP.

Conto com sua presença.

Cordialmente,

João Crestana
Presidente do Secovi-SP
Eduardo Jorge

» PERFIL
Filiado ao Partido Verde desde 2003, Eduardo Jorge, 55 anos, é médico sanitarista da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Nascido em Salvador, Bahia, é casado e pai de seis filhos. É coautor da legislação constitucional da área da seguridade social (previdência, assistência social e saúde) e autor ou coautor de leis federais, como a de regulamentação do planejamento familiar e da esterilização voluntária; da produção de medicamentos genéricos; da lei orgânica da assistência social; da vinculação de recursos orçamentários para o SUS e da restrição ao uso do amianto. Deixou, ainda, outros projetos em tramitação no Congresso, como a emenda constitucional que propõe o regime parlamentarista para o Brasil.
Principais cargos: Secretário de Saúde do município de São Paulo no governo de Luiza Erundina, de 1989 a 1990, e no início da Prefeitura de Marta Suplicy, de 2001 a 2002; Deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores, de 1987 a 2002; Deputado estadual, eleito pelo Partido dos Trabalhadores, de 1982 a 1986.

» INFORMAÇÕES
Data:
Horário:
Local:
Terça-feira, 19 de julho de 2011
Às 12h30
Sede do Secovi-SP
Rua Dr. Bacelar, 1.043
Estacionamento: Rua Luís Góis, 2.100
Vila Mariana – São Paulo
Informações e reservas: (11) 5591-1304 a 1307, ou confirme abaixo sua participação.

Realização

Secovi-SP

Instituição Secovi-SP
O Secovi-SP reserva-se o direito de alterar datas, horários ou mesmo cancelar programas por motivos alheios. Nesses casos todos os inscritos serão préviamente avisados.

Obrigado Marina, bom recomeço!

Depois de muito ler e pensar decidi colocar esse texto aqui, poderiam ter sido outros. A política em nosso pais está muito embaraçada e o texto trata disso. Ela precisa fazer parte da vida das pessoas em seu dia dia na assembléia do prédio, na associação do bairro e até mesmo nas famílias. Por mais que eu goste de quem eu penso ser a Marina, não podemos depender dela ou de qualquer outra pessoa que nos venha como salvadores da Pátria, todos precisamos agir, participar. Tenho minhas dúvidas se a melhor forma de fazer isso é adicionando mais partidos políticos ao caldo de 14 que já temos. Meu sentimento de inquietude é enorme percebendo as movimentações políticas esdrúxulas  na cidade de São paulo. Bom, segue o texto que acredito que vale ler:

Recomeço

Pouco antes de ter oficializada a minha candidatura à Presidência da República, em junho de 2010, encerrei minha participação como colunista deste jornal. Despedi-me apontando para a extraordinária força política da sociedade e insistindo na urgência de nos mobilizarmos para mudar os rumos do país.

Não falava de forma genérica, mas, sim, da prioridade de começarmos a sair daquilo que a muitos parece ser um destino patrimonialista inexorável, em direção ao aperfeiçoamento da democracia, com prevalência de valores coletivos e do interesse público.

Reiterei a certeza de que somente a militância civilizatória da própria sociedade poderá nos levar a outro patamar de desenvolvimento. Por coincidência, retorno logo após outra grande decisão: minha desfiliação partidária. Agradeço à Folha a nova oportunidade de compartilhar com seus leitores esse momento de intensa reflexão sobre como seguir contribuindo para ampliar a causa da sustentabilidade.

Ao deixar a vida partidária, não rompi com a compreensão de que as instituições públicas -entre as quais os partidos- só poderão ser consideradas como tal se forem abertas à participação de todos. Nelas, afirma-se a existência ou não da democracia.

No debate e no confronto de ideias, na ação dos diferentes atores políticos, as instituições públicas constituem o instrumento que garante o cumprimento dos preceitos constitucionais e dos direitos fundamentais.

O Estado democrático contemporâneo é uma obra de engenharia política a todo momento confrontada com desafios que o obrigam a se reinventar, mas um fator nunca muda: os governos e quaisquer instâncias representativas precisam ser legitimados pela sociedade, ainda que as autoridades sejam ungidas, pela lei, com responsabilidades e prerrogativas de poder. Isso só funciona se as autoridades não esquecerem qual é a fonte real do seu poder.

Nem sempre é compreendido que a necessidade de respostas, a ação e a reação são direitos da sociedade, e quando eles não são exercidos, quem perde é a democracia.

É preciso que o cidadão tome nas mãos o que é seu e faça valer sua vontade, inclusive a de mudar o sistema político. É como um circuito elétrico, que só terá valia se houver energia a circular nele.

Sem interação com a sociedade, as instituições públicas tornam-se arcaicas, mera soma dos interesses privados de muitos matizes, diminuídas e empobrecidas pelo clientelismo de tempos imemoriais.

O mundo de múltiplas crises em que vivemos é o mesmo que nos possibilita múltiplas respostas. A questão é como ajudar a constituir e a viabilizar um novo idioma político, que nos auxiliará a resolver a estagnação civilizatória a que estamos submetidos.

Marina Silva, ex-senadora pelo Acre, passa a escrever para a Folha às sextas-feiras.