Jamboree, estórias de um vivência intercultural

De manhã, uma homenagem aos 146 países representados no evento. E a primeira bandeira representando a união desses com os ideais da promessa escoteira.

Há um mês terminou o Jamboree Mundial, evento que acontece a cada quatro anos e reúne escoteiros de todos os cantos, a palavra Jamboree nunca teve sua origem completamente explicada. Numa versão é dito que é o encontro pacifico de todas as tribos, numa língua africana, em outra versão é uma palavra inventada pelo criativo Baden Pawell, fundador do escotismo usando o prefixo jam, uma Jam session de mentes humanas. A carta de despedida desse senhor é um dos documentos mais lindos que já li, tá lá em cima no nome dele,  no link da wikipedia.

Antes de chegarem os 30 mil participantes Juvenis, 10 mil adultos já estavam a toda velocidade preparando os detalhes dos espaços e atividades.

Na porta do refeitório um aviso interessante!

Dois dias depois chegaram os participantes Juvenis, o imenso espaço ganhou vida, interações as vezes atrapalhadas por diferenças culturais, mas sempre muitos sorrisos por todos os lados.

O Brasil com batucada de nisseis trazia no seu contingente de 815 pessoas uma amostra da diversidade que há num jamboree. Por 11 dias, em especial no dia do Festival Cultural, as pessoas buscavam o contato com pessoas diferentes. As surpresas eram constantes.

O correio funcionava naquela cidade de 39 mil pessoas, chegava de bici.

Além das pessoas que estavam ali acampadas haviam também os visitantes, muitos, todos os dias. Eles vinham visitar e compartilhar de suas experiências. A base Most Primitive Scouting Experience recebia muitas pessoas mais velhas que ficavam alegres em ver técnicas de fazer fogo com arcos entre outras sendo passadas pra frente. Um senhor disse que “agora pode morrer em paz” sabe que as pessoas estão dando valor pras coisas essenciais.

Nessa atividade, assim como em outras trabalhavam equipes multiculturais, e se tinha a real sensação de que por mais diferentes que sejam as culturas, há algo de base comum para todas as pessoas. E quando as pessoas estão acampadas, numa situação longe do conforto cotidiano, essa base comum aflora.

Pode se dizer que essa base comum é a vontade por se trabalhar por um horizonte mais colorido, sempre um pouco melhor, enfim…, ser feliz. Pra alegria acontecer é também preciso envolvimento e responsabilidade, e pra isso acampar, cozinhar, cuidar de sua barraca, é sempre um ótimo aprendizado.

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