Sobre o morrer, a morte e a despedida

Li um poema hj sobre o tema, que infelizmente não tenho a capacidade de traduzir como gostaria, mas, vamos lá…

“Frente a minha morte não temo,
apenas temo pela morte dos que me são próximos.
Como viver se eles não estiverem mais aqui?
Sozinho na névoa tateio um caminho,
deixe me ir com vontade para o escuro,
ir doe menos da metade de ficar.
Aquele que sentiu o mesmo sabe,
aqueles que não concordam que possam me desculpar,
mas pensem: a própria morte apenas se morre,
mas com a morte dos outros temos de viver.

Mascha Kaléko

Na semana que passou, ciclistas homenagearam a Márcia que nesse dia 17, teria completado 42 anos de vida; não fosse a pressa demasiada de um motorista de ônibus.  Segundo a organização Chega de acidentes que iniciou seus trabalhos no mesmo dia 17, em pouco mais de um ano tivemos mais de 44 mil mortes nas ruas e estradas do Pais. A pergunta que continua no ar:

Foto: Palmas

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Uma resposta para “Sobre o morrer, a morte e a despedida

  1. Esse poema é uma linda forma de falar de coisa tão áspera.
    Deus, como parece sem sentido nosso esforço em certos momentos, de onde tirar perseverança ?
    O bálsamo é a certeza de estar do lado certo na luta, de estar apostando no amor à vida, num respeito às pessoas acima dos bens e vaidades reluzentes, às pressas doentes e desejos infantis de poder.

    abraço, amigo

    Márcio Campos

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