Sem meu carro?

O dia sem carro, que convida para a experimentação de passar um dia de uma forma diferente, teve pouca adesão na cidade de São Paulo. Níveis de trânsito anormais estavam normais….  Porém a  maior parte dos paulistanos continuou sem o uso de um carro, para estes como bem observa o médico Eduardo Jorge, todo dia é dia sem carro.

De sua carroça motorizada individual poucos fazem uso. E aproveitam…  são inteiros 27 dias ao ano em seu interior, belas férias não? A forma com que fazem uso de sua carroça no entanto, causa um transtorno enorme, poluição barulho, stress e muitas, muitas, mortes.  Parecem não ver opções diferentes para ir a padaria ou acompanhar seus filhos à escola.

Diversas iniciativas muito bonitas aconteceram, como as vagas vivas diurnas e noturnas, o café da manhã para ciclistas, os bici anjos onde pessoas não ciclistas foram acompanhadas e as acompanharam em seus trajetos. Enfim, muita coisa bacana feita por um bando de entidades e pessoas que acreditam numa cidade que possa ser mais saudável e acolhedora. Até a bela iniciativa de fazer uma praia no tietê chamando atenção para ele aconteceu nesse dia.

Pensando nisso tudo hj lembrei de uma noticia pela qual passei o olho e fui ler novamente, vai haver uma regulação para auto escolas. Elas terão de aprovar 60% de seus alunos… que coisa estranha. Então muitas aprovam menos que isso e achamos ruim? Qual a qualidade destas aprovações?

a resposta das auto escolas parece clara?

Me impressiono que os governantes pensem que o problema é “uma meta de aprovação “. Cadê as armadilhas pra pegar as carteiras PPP (papai paga passa)? As armadilhas pra pegar os esquemas de se livrar de pontos que são anunciados em cartazes nas ruas? E as multas para os três carros que furam farol vermelho a cada farol e esquina dessa cidade?

Depois vêm o ministério público querer saber por que morrem tantos motoqueiros? Bom, parece claro não? Colocamos milhares de novos motoristas nas ruas todos os anos e lhes dizemos o tempo todo que não precisam cumprir as regras, pois nada vai lhes acontecer. Ai um jovem compra sua moto, sabe que têm que correr mais pra ganhar mais e pra isso deixa de cumprir regras e pum, morre ou se fere gravemente, e quem nunca é responsabilizado? Os agentes que devem fiscalizar isso. Temos até a máxima de que aumentar segurança diminui fluidez… nem vale dizer o nome da anta que disse isso. Semana passada escutei sobre um estudante que faleceu numa madrugada a estimados 160 km/h numa avenida de São Paulo. Sua colega de faculdade me contou da tristeza dos pais. Será que não compensa experimentar outras formas de se locomover pela cidade?

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Uma resposta para “Sem meu carro?

  1. 27 dias que eu deixo de passar no trânsito por ano, porque escolhi andar de bike. E nesses dias vou ao cinema, escuto música na rua, faço pizza, dou festa e ainda sobram 20 dias para repetir tudo isso..

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