aos motoqueiros

Quantos morrem todos os dias, ou têm de passar a vida sem nunca mais andar?  A tentativa de criar faixas exclusivas para esta forma de transporte beneficia o motoqueiro? De que forma ele trabalha e para quem?

Normalmente recebem por entrega, assim como o motorista de caminhão que trabalham com frete também. Muitas vezes moram em zonas bastante afastadas no caso de São Paulo, Guarulhos, Cotia ou outra cidade próxima a capital paulista, dormem um pouco ali antes de pegar no guidão novamente por longas estradas e ruas furiosas. Para enfrentar estas jornadas em busca de dinheiro suficiente que lhes proporcione uma vida digna, organizam se para o delito. Furam faróis e escondem placas, cominhoneiros usam rebites e passam 36 horas no volante das grandes rodovias Brasileiras.  Acidentam-se, matam e morrem deixando familias tristes para trás.

O problema é complicadíssimo, e a criação de faixas exclusivas é um paliativo que beira o ridículo ao levarmos em conta a proporção que este problema têm tomado. São centenas de jovens mortos ou incapacitados na cidade de São paulo todos os anos, milhares Brasil afora.

Para que incentivar o uso da motocicleta criando uma faixa exclusiva? Por que não usar bicicletas para os pequenos fretes? A velocidade reduzida dessas pode salvar vidas e criar uma cidade menos poluída, barulhenta e agressiva.

Foto retirada daqui

Uma intervenção artística fez muitos pensarem nisso durante o dia de hoje.

Outra no fim de semana que passou o fez o mesmo na ponte cidade universitária como é contado no site apocalipse motorizado. Nesta intervenção a motivação foi o atropelamento de um jovem ciclista, o Tomas. Hoje, no blog que sua familia mantém para ele, avisaram que ele abriu os olhos, apesar de continuar na Uti, inconsciente a dez dias.

Quantos acidentes mais precisamos presenciar até que o poder publico entenda que a direção que propõe para a sociedade para a qual trabalha está errado? Caminhoneiros, motoristas, pedestres e ciclistas e motoqueiros querem viver, e para isso precisam conviver. Criar condições para isso pe uma tarefa de quem gerência o bem coletivo, ou seja, o estado nas suas diversas esferas.

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