Se essa rua fosse minha…

Gostei do texto de Maria Rita Kehl, onde coloca algumas perguntas: “O que será de nosso convívio diário numa cidade sem o pequeno comércio da rua, responsável pelo território coletivo onde as pessoas aos poucos se conhecem, se cumprimentam, conversam? Uma cidade sem zonas de familiaridade? O que será de uma cidade sem as vilas com casas antigas onde o pedestre entra sem passar por uma guarita e encontra um micro-oásis de sombra e silêncio? Sem a minúscula pracinha que sobrou numa esquina onde se esqueceram de construir outra coisa? ”

Embarguemos as obras por 10 anos como sugere, só podem ser trabalhadas obras de saneamento básico, transporte coletivo e áreas verdes para lazer.

No esquema que estamos, ficamos abismados com isso: “Roubaram o choppi!”

Tiro, correria, medo, tudo isso dentro de casa. Que tristeza…

Já que temos mania de seguir o modelo EUA, que sigamos o que há de bom por lá:

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2 Respostas para “Se essa rua fosse minha…

  1. ai, ai, ai. Falar em delicadeza anda tão fora moda. Num tempo de bad boys, bad isso e aquilo, querer serenidade, o necessário silêncio, gentileza, boa vontade, tudo soa idiotice para quem acredita mesmo que só pondo vigor e força e velocidade em tudo é que se é moderno.

    A poesia não será saída para os problemas, mas é a indispensável inspiração, na utopia de uma palavra delicada se encontra o rumo para o bem conviver no mundo concreto. Jamais desito da delicadeza.

    abraço

  2. O que será, não! O que já é: São Paulo, a cidade anti-gente.

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