Barreiras do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro está sofrendo com as chuvas excessivas, as imagens e fotos da tragédia, as noticias de 160 mortos até o momento já bastam. O que resta é pensar no como isso pode vir a ser evitado.

Há algum tempo atrás tive a infeliz noticia de que Romário ( aquele ex-jogador de futebol) comprou diversos apartamentos na Vila Olímpica feita para o Pan. Impressionado com a força das fotos de um pai segurando o corpo de seu filho morto, lembrei dos apartamentos do Pan. O pai escutava os pedidos de ajuda do filho, e com ajuda de bombeiros tentou o resgatar, mas não conseguiu a tempo.

Fui atrás das noticias dessas vendas do Pan, essa noticia diz que o ex jogador comprou 11 apartamentos, além de afirmar que se arrepende, assim como outros que ali investiram. A problemática das condições financeiras da compra de imóveis não quero discutir. Os problemas são muitos nesse ramo, e antigos no Brasil inteiro. Agenco é o nome da empreiteira responsável pelo trabalho como noticia a página oficial do Ministério do Planejamento.

Me interessa pensar os critérios sociais para aquisição destes imóveis. Se essa Vila foi construída para o Pan e foi fiscalizada pelo TCU que apontou irregularidades, ela deve ter tido financiamento estatal. Numa cidade com tantos problemas de construção em áreas de risco, como o Rio, como uma pessoa pode comprar 11 apartamentos financiados pelo governo?

A bela vila que continua desocupada em mais de 50%.

Faz algum sentido isso?

Sinto pelas quedas dessas barreiras no Rio… Gostaria que fossem as  barreiras que impedem haver justiça social que começassem a cair.

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2 Respostas para “Barreiras do Rio de Janeiro

  1. Fora que pro Pan aparece dinheiro, local e celeridade nas construções, já o deficit habitacional de baixa renda, esse “não move muitas montanhas”.
    Curioso, pra não dizer supeito, como certos “empreendimentos” têm tanta “pegada” enquanto os de interesse bem popular ficam à mingua de recursos, de tempo, projetos…
    A morte dos “invisíveis” não comove muito, são e serão sempre apenas esses números frios aí. Já quando desaba um predio de classe média (caso da construtora do deputado Sérgio Naia), a indignação foi geral e ocupou semanas, até meses no noticiário.

    • É, realmente os poucos recursos pra esse tipo de habitação revolta. Como é possível respeitar um poder público que haja dessa forma? Os governos de certo modo têm duas opções, trabalhar em direção do que a maioria precisa ou trabalhar para aquilo que alguns querem. A nossa opção precisa cambiar.
      O lance do Sérgio Naia foi o prédio feito com areia da praia ou, onde acharam até conchas na estrutura?

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