Belo Monte?

Este artigo do Instituto socioambiental traz um panorama amplo sobre a história da luta contra usinas hidrelétricas no rio Xingu.  Em 89 os índios promoveram um encontro no qual reivindicavam a participação nas decisões que eram tomadas para a região em que vivem. E que diretamente -lhes afetam. No governo de FHC a construção desta usina era vista como algo estratégico em seu plano “Avança Brasil” e para Lula e o PAC continuou sendo. A ponto de afirmarem que procuradores que questionarem a obra agora, depois de concedida a licença prévia pelo IBAMA, serão processados.

O governo governa para as pessoas não? Por que elas não podem manifestar suas opiniões por meios legais? Como fica o imaginário daquelas populações que nos podem dar muitas lições sobre sustentabilidade ao verem o desrespeito com que são tratados?

Fui ler um pouco mais sobre isso hj e me deparei com o artigo do Washington Novaes que nos explica sobre diversos números e nos põe a questão do quanto é inteligente, ou não, nos dedicarmos a produção de alumínio de forma subsidiada pelo governo. Por que essa energia de belo Monte não é pensada para as pessoas da região, e sim para uma indústria que beneficia a Bauxita para o ganho de alumínio. Assim podemos beber bastante cerveja no carnaval. E vêm a contra argumentação da reciclagem de latinhas que é alta. É, é alta, tão alta quanto a miséria daqueles que correm as ruas atrás dos foliões para garantir uma vida minimamente decente.

Se analisarmos os argumentos do artigo do WN e os daqueles que serão diretamente afetados pela obra podemos perceber que para eles de belo não têm nada nessa usina prestes a ser licitada. Aliás, pode ser que esse estrondoso gasto público (16 bilhões) com um mega projeto gere é um belo monte de merda. Problemas sociais e econômicos para os que realmente precisam do apoio do governo.

E de belo perderemos paisagens como esta que são hoje o meio em que vivem ribeirinhos e povos indígenas. Assim como já perdemos sete quedas e Tucurui estamos prestes a perder mais este rio  que alimentará a seta de ouro do consumo.  Por que não pensar em muitas pequenas usinas interligadas?

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