Janeiro, aos trancos e barrancos!

Janeiro chegou ao fim, uffa, que mês.

Ilha Grande, Haiti, São Luiz do Paraitinga, Machu pichu, Blumenau, São Paulo…

Uma pessoa foi resgatada no Haiti, 15 dias depois do terremoto, emocionante o fato, e de fato essa enorme tragédia traz a ajuda de muitas pessoas. Ali, o mundo ruiu. E para ajudar as pessoas a ficarem de pé diversos países mandaram ajuda. E as pessoas que ajudam agora passam a pedir ajuda.

Diz Renato Souza, psiquiatra dos médicos sem fronteiras; “…o quão este contato com a violência, os saques e com os corpos que emergem dos escombros aumentam as chances de as pessoas desenvolverem algum distúrbio mental. Jornalistas e equipes de resgate encontram-se abalados por tudo o que vivenciam no Haiti.” Penso nestas pessoas, na dificuldade de lidarem com a incerteza de tudo ali. Assim como na população, e em suas incertezas tão doloridas, todos torcendo para as placas tectônicas se comportarem.

Como é viver num mundo tão inseguro? Nada é certo, amanhã pode cair a parte do barranco um pouco mais para lá e dessa vez me atingir…

Quantas casas do município de São Paulo estão nessa situação? Contabilizá-las é difícil, para se ter uma idéia do drama é só dar uma volta pelo que existe do rodo anel. Casas e mais casas penduradas em barrancos. Num equilíbrio tênue refletem a estabilidade da sociedade em que vivemos, a sociedade do cada um por si, que só parece mudar no momento de tragédia maior. Sem perceber que a pequena tragédia do outro também é sua própria.

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