Sobre Casas e Murros

Hoje, há 20 anos caiu o murro de Berlin. Uma barreira física que por 28 anos dividiu também universos simbólicos. De um lado a abalada crença na igualdade de todos, num governo forte que decidia quando produzir o que e de que forma. De outro lado o mundo capitalista onde o estado pouco deve influenciar nas diretrizes de produção e consumo, pois estas se retroalimentariam de forma automática, é a chamada mão invisível que tudo regula. Os dois modelos não funcionaram perfeitamente, sabemos. E infelizmente se combateram ferozmente, criando armas que até hj estão por ai amontoadas em depósitos que custam fortunas para serem mantidos.

A Deutsche Welle, tv estatal alemã preparou uma pág especial sobre o tema.

Pensando nisso perguntamo-nos o por que de a primeira coisa que se constroe em uma casa é o murro? Por que não pensar o jardim que demorará para crescer? Ou a árvore que dará conforto aos que ali passarem ou quiserem sentar para conversar? Não, construímos murros!

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na cidade

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ou no campo.

Será que segregar resolve os conflitos entre as pessoas? Criamos barreiras físicas com essa esperança, assim nem sequer precisamos lidar com o conflito. Melhor evitar o problema, melhor não dizer o que te incomoda, pois vai que o outro diz de ti o que pensa. Já diz Sartre “o inferno são os outros”.

O desafio é derrubar murros reais, criar pontes mentais e simbólicas entre os diversos mundos, o que só é possível por meio de respeito. E quem sabe também pela busca de mais convivência com os outros que com idéias diferentes nos infernizam!

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o que importa é desmontar muitos murros!

 

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